NA UFLA, 3 NUTRICIONISTAS DO RESTAURANTE UNIVERSÁRIO TAMBÉM ENTRARAM EM GREVE, E REITOR DISSE QUE TERCEIRIZADOS ASSUMIRIAM A FUNÇÃO; VEJA O VÍDEO
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| O reitor da UFLA, Scolforo, durante pronunciamento a estudantes no Restaurante Universitário (Foto: André Luis Fontes) |
Os funcionários concursados técnico administrativos da Universidade Federal de Lavras (UFLA) iniciaram em 11 de março mais uma paralisação durante o governo petista. Entre os setores impactados pela mobilização estaria o Restaurante Universitário (RU), responsável por servir milhares de refeições diariamente aos alunos. Diante da situação, o reitor da UFLA esteve no local( veja o vídeo neste link: https://drive.google.com/file/d/10qyphO1D-ugIdRRzqsMvktIcjd5Ufn0b/view?usp=drivesdk ) e realizou um pronunciamento aos estudantes, afirmando que o funcionamento do restaurante seria mantido, mesmo com a adesão à greve das três nutricionistas concursadas do setor. Durante a fala, o reitor mencionou nominalmente dois trabalhadores, que seriam terceirizados, e que, segundo ele, seriam responsáveis por garantir a continuidade dos serviços. A situação gerou desconforto entre funcionários concursados, especialmente pelo fato de as 3 nutricionistas terem sido expostas publicamente para os alunos. Nos bastidores, surgiram questionamentos entre funcionários da universidade sobre a condução do episódio. Um dos pontos levantados diz respeito à possível caracterização de assédio moral, diante da exposição pública das 3 nutricionistas concursadas em meio ao movimento grevista para os alunos. Outro aspecto discutido refere-se à atuação de funcionários terceirizados. Caso estejam desempenhando funções equivalentes às de nutricionistas — cargo para o qual não foram contratados —, pode haver indícios de desvio de função, o que levanta dúvidas sobre eventual descumprimento da legislação trabalhista. A situação também traz à tona questões importantes:
O Restaurante Universitário pode operar regularmente sem a presença de nutricionistas responsáveis?Há risco de irregularidades trabalhistas dos terceirizados na manutenção do serviço durante a greve?O episódio tem gerado debates entre servidores, especialmente em grupos de WhatsApp, evidenciando tensões recorrentes entre gestão universitária e trabalhadores em períodos de paralisação. Segundo discutido em WhatsApp, a equipe de fiscalização do contrato do RU deveria tomar as atitudes para que a legislação trabalhista seja respeitada e que a omissão dos fiscais do contrato em relação a um suposto desvio de função poderia ser entendida como crime de prevaricação. Pelo que parece o comando de greve dos funcionários estaria para denunciar o Reitor aos órgãos de fiscalização por essa atitude.
