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LAVRAS: PERTO DA INAUGURAÇÃO DE SUA QUARTA LOJA NA CIDADE, NO SHOPPING CIDADE DA SERRA, VEJA QUEM É PEDRO LOURENÇO, O DONO DO BH, UM GIGANTE DE 21 BILHÕES DE REAIS

O empresário Pedro Lourenço, em uma das lojas da rede BH: império de 21 bilhões de reais

Perto da inauguração de sua quarta loja em Lavras, que será uma das âncoras no Shopping Cidade da Serra ( o que mostra confiança no poder de compra da cidade ), trazemos a você lavrense um resumo da história do fundador da rede de Supermercados BH. Ele começou com uma simples mercearia, e hoje é dono de um império de 21 bilhões de reais. O ano era 1996. Pedro Lourenço, ou Pedrinho, trabalhava como representante comercial de um atacadista de arroz, e morria de vontade de ter uma mercearia. Então abriu uma lojinha simples, em Santa Luzia, onde ele mesmo fazia tudo: comprava, atendia a clientela e pagava as contas. Só que ele não seguiu o manual do varejo tradicional. Nada de investidores, nada de capital estrangeiro. E ele cresceu, reinvestindo o próprio lucro. Essa autonomia financeira deu liberdade total para decidir cada passo. Enquanto o Carrefour, Pão de Açúcar torravam bilhões em expansão nacional, Pedrinho fez o oposto: cravou os dois pés em Minas Gerais e virou rei do território. Mas não foi só isso. A genialidade tava no foco. Nada de classe A ou gourmetização. O BH mirou direto no coração das classes C e D. Interior, periferia, comunidade, lojas acessíveis e linguagem popular e ações sociais. Aí vem o ponto de virada: uma multinacional chilena, a Cencosud, que tinha comprado a rede Bretas por 1,3 bilhão de reais em 2010, decidiu vender todas as lojas em Minas por 700 milhões de reais, metade do preço que pagou. Todo mundo achou loucura, mas o BH viu oportunidade. Comprou, eliminou concorrentes e ampliou sua presença, sem erguer uma única loja nova. O marketing do BH é raiz local e imbatível. Patrocina festa de de rua, time de várzea e ações de bairro. Em vez de correr atrás de investidor, eles correram atrás do povo. Enquanto as gigantes queriam dominar o Brasil inteiro, eles dominaram uma única terra como ninguém. Resultado: de 7 bilhões de reais em 2018, pra 21 bilhões de reais em valor em 2024. A lição aqui é brutal: conhecimento local, autonomia financeira e foco total em um público específico podem ser mais poderosos que qualquer expertise internacional.